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| Matéria publicada em 12 de janeiro de 2003, caderno de domingo do jornal Jornal do Brasil |
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Com tantos brinquedos eletrônicos à disposição da criançada, é raro ver alguma pipa voando por aí. Mas, se dependesse do carioca de 46 anos Max Cardoso, o céu ficaria mais colorido. Desde a infância apaixonado pelos brinquedinhos de papel, abandonou o curso de engenharia para se dedicar à fabricação própria. Já são 17 anos trabalhando artesanalmente. Agora, Max selecionou mais de 250 modelos de um acervo que conta com 500, entre eles alguns importados, para uma exposição no Shopping Cittá América, na Barra da Tijuca, até o próximo domingo. Além de mostrar as obras para os curiosos, nos dias 18 e 19 ele ensinará a arte de confeccionar pipas. Através da Oficina de Montagem, Max pretende estimular o desenvolvimento da habilidade manual e a coordenação motora dos interessados, colocando-os em contato com figuras geométricas. - Meu maior objetivo é resgatar a estima das crianças e estimular a criação dos próprios brinquedos. É engraçado como a maioria se surpreende ao ver a pipa que fez voando de verdade - diz Max. Quem for às aulas será capaz de produzir pipas em várias formas, como a pião (a mais comum), raia, avião e estrela. Também haverá aula teórica do projeto ''Pipa com segurança'', criado pelo pipeiro, que ensina a empinar pipas alertando para o perigo de redes elétricas e uso de substâncias cortantes nas linhas. Max, que chega a participar de 25 festivais por ano, já esteve até na França representando o Brasil. Levou uma pipa de dois metros e meio de diâmetro, com o rosto de um índio desenhado no meio. Foi elogiado, mas o projeto mais gratificante da carreira aconteceu em 2000. Morador de Bangu desde que nasceu, foi convidado pela Região Administrativa do bairro para montar uma oficina profissionalizante. A idéia era oferecer a desempregados uma alternativa de trabalho. Deu mais do que certo: 650 interessados correram para se cadastrar. Apesar de não ter ganho nem um centavo pelas aulas, Max se sente realizado em dar esperança às pessoas. - Estou atrás de apoio para dar continuidade ao projeto - diz o pipeiro que considera a mais criativa de suas pipas a de casinha. Ele aproveitou uma que tinha forma de caixa para incrementar com antena parabólica e chaminé. Dentro, incluiu miniaturas de móveis. - As crianças ficam loucas quando vêem - diz ele. Os adultos também. |
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Confira na Íntegra: http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/domingo/2003/01/11/jordom20030111004.html |